segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Cinco passos para criar o hábito de orar

Seu relacionamento com Jesus será fortalecido se você se comunicar com Ele

Por Cristiane Caxeta | Amazonas
10 de janeiro de 2022

Seu relacionamento com Jesus será fortalecido se você se comunicar com Ele. (Imagem: Patrick Fore / Unsplash).

"Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (I Tessalonicenses 5:17-18).

“Orai sem cessar” significa orar com persistência e constância. Quando a Bíblia diz que devemos orar sem cessar, isso não significa que devemos estar sempre sussurrando orações repetidamente (Mateus 6:7). Na verdade, a expressão “orai sem cessar” simplesmente ensina que devemos manter a regularidade em nossa vida de oração (Lucas 18:1-8). Não devemos permitir que nossa atitude e disposição para a oração sejam vacilantes.

Como em qualquer amizade, seu relacionamento com Jesus será fortalecido se você se comunicar com Ele com franqueza e frequência. Essa é a essência da oração: comunicar coração a coração com o Senhor.

Como desenvolver uma vida de oração

  • Prepare o ambiente: organize de uma forma que o lugar seja agradável para passar algum tempo de oração.
  • Estabeleça, todos os dias, um horário específico.
  • Leia a Bíblia: reserve um momento para a leitura da Palavra de Deus.
  • Confissão – Enquanto não confessei o meu pecado, eu me cansava, chorando o dia inteiro (Salmo 32:3).
  • Interceda por alguém: a sua oração poderá ajudar a restaurar alguém para Deus. Portanto, preocupe-se com as pessoas que você conhece, com amor, e ore por elas.

"Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo" (Tiago 5:13-16).

“As maiores vitórias da igreja de Cristo, ou do cristão em particular, não são as ganhas pelo talento ou educação, pela riqueza ou favor dos homens. São as vitórias ganhas na sala de audiência de Deus, quando uma fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço forte da oração” (Patriarcas e Profetas, p. 203)

“A oração é ordenada pelo céu como meio de alcançar êxito no conflito com o pecado e no desenvolvimento do caráter cristão. As influências divinas que vêm em resposta à oração da fé produzirão na alma do suplicante tudo o que ele pleiteia.” (Atos dos Apóstolos, p. 292)

Você pode experimentar esse poder miraculoso, que funciona em sua vida quando Deus lhe dá soluções para seus problemas, coragem e força para enfrentar a adversidade, bem como a paz de espírito, a cura, o perdão, o amor e o encorajamento.

Referências:

Ellen G. White, Atos dos apóstolos, 9ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013

Ellen G. White, Patriarcas e profetas, 16ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013

Cristiane Caxeta é diretora do Ministério da Mulher, do Ministério da Recepção e da Ala Feminina da Associação Ministerial (Afam) da União Noroeste Brasileira (UNoB) da Igreja Adventista, sede que administra as atividades da denominação nos Estados do Acre, Rondônia, Amazonas e Roraima.

domingo, 16 de janeiro de 2022

Após guerra judicial, gato Frajola ganha status de "pet comunitário"

NOVO CONDÔMINO

12 /01/2022 |  O juiz leigo Davi Olegário Portocorrero Naveira, da 11ª Vara do Juizado Especial Central de Campo Grande, decidiu pela permanência do gato Frajola em um condomínio residencial, sob pena de multa de R$ 20 mil a quem ousar retirá-lo do local, "sem prejuízo de majoração da multa ou da imposição de medidas mais drásticas em caso de recalcitrância".

Frajola teve permanência em condomínio assegurada após decisão judicial. Divulgação

A decisão, que confirma liminar concedida em agosto do ano passado, se deu após demanda judicial entre os tutores do animal e o síndico do condomínio. Com a decisão, Frajola ganhou status de "animal comunitário" e não corre o risco de ficar desabrigado. Para decidir, o julgador levou em consideração laudos veterinários que apontaram que o gato não poderia ser adotado, já que vive há quatro anos solto no condomínio e, caso fique trancado em uma residência, tentará fugir. A decisão deve ser homologada pelo juiz de Direito em substituição legal.

Apesar das alegações de que o gato provocaria prejuízos, como arranhões em carros, o juiz apontou que não foram apresentadas provas sobre os supostos danos causados pelo bichano. "Em verdade, ao que tudo indica, o único efetivo problema suportado pelo gato Frajola é com a ameaça de alguns moradores", pontua o juiz. Em agosto do ano passado, uma equipe policial chegou a ir ao condomínio para apurar denúncias de maus tratos contra o animal — segundo um dos relatos, uma moradora teria jogado um rojão na direção do gato. O titular da Delegacia Especializada em Repressão à Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista intimou alguns moradores para que prestassem depoimento.

O magistrado determinou que o gato deve permanecer no condomínio sob os cuidados comunitários e dos tutores legais, desde que zelem pelos cuidados com higiene, saúde e alimentação do animal e pela limpeza do local por onde o felino perambula.

0814876-43.2021.8.12.011
Revista Consultor Jurídico, 12 de janeiro de 2022, 18h40

sábado, 15 de janeiro de 2022

MP-SP é condenado por má-fé processual em denúncia contra hospital

UNIVERSO PARALELO

13/01/2022 |  O Ministério Público de São Paulo sofreu uma embaraçosa derrota na Justiça paulista ao ver julgada improcedente uma ação de responsabilidade civil por ato de improbidade administrativa, com pedido de liminar, movida pelo promotor Ricardo Manuel Castro contra funcionários do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e uma empresa de produtos hospitalares. Como se isso não bastasse, o juiz Luis Manuel Fonseca Pires, da 3ª Vara da Fazenda Pública, considerou que houve má-fé processual e condenou o MP a pagar R$ 10 mil por réu, como ressarcimento dos honorários sucumbenciais.

O Hospital de Clínicas da USP fez a compra questionada em 2020
 

O motivo da debacle do promotor: ao fundamentar a denúncia de superfaturamento na compra de insumos hospitalares em 2020, ele simplesmente "esqueceu" que a Covid-19 jogou para as alturas os preços de tais produtos, conforme ressaltou o juiz em sua decisão.

De acordo com Castro, um contrato emergencial foi assinado em 2020 para a compra de mistura medicinal no valor de R$ 580,00 o m³. Como no ano anterior esse item custava R$ 188,67 o m³, o promotor concluiu que houve o superfaturamento, que teria causado prejuízo aos cofres públicos de cerca de R$ 1,3 milhão. Desafiado a fundamentar melhor a denúncia, o membro do MP limitou-se a informar que "não tem interesse na produção de novas provas".

A resposta do juiz Luis Manuel Fonseca Pires à denúncia foi contundente. Em sua decisão, o magistrado deixou claro que considera um despropósito o Ministério Público ignorar que em 2020 o país vivia um momento dramático, em virtude da crise sanitária, e que, entre inúmeros outros problemas, houve uma explosão dos preços dos insumos hospitalares — ainda mais considerando que o objeto da ação do MP foi justamente um produto usado para o tratamento de pacientes com Covid-19.

"Sem explicação alguma, a petição inicial ignora quase por completo um evento de repercussão mundial que se inscreveu na história da humanidade pela ampla dimensão de pessoas mortas, outras recuperadas com sequelas, alterações súbitas (muitas ainda em curso) nas relações sociais e na cultura dos povos, abalos sísmicos na ordem econômica (ainda em desdobramento) de todos os países do planeta: a pandemia do coronavírus. A palavra 'pandemia' aparece uma vez (fls. 4), ao largo, sem conexão com os fatos expostos e as acusações", escreveu o juiz.

"Dito de outro modo, a diferença entre o volume e a urgência de oxigênio consumido e o consequente impacto no preço do m3 entre os anos de 2019 e 2020 é narrada como se não tivesse existido e ainda presente a pandemia do coronavírus. O súbito e inesperado aumento da demanda de oxigênio e outros insumos de saúde em escala exponencial por todo o mundo são absolutamente ignorados", acrescentou ele.

O magistrado ressaltou também que as diligências feitas pela administração do Hospital das Clínicas na tentativa de aquisição do insumo em preço mais baixo foram desconsideradas pelo MP, assim como o fato de o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo ter reconhecido a legitimidade do negócio.

"O Ministério Público não pode eleger uma ficção (ignorar a pandemia) e acusar por improbidade todos aqueles que não se encaixam neste seu universo paralelo. Por ter agido assim é preciso reconhecer que houve má-fé processual", alegou o juiz.

Clique aqui para ler a decisão
1029302-63.2021.8.26.0053

Revista Consultor Jurídico, 13 de janeiro de 2022, 21h29

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Maioria no Sudeste desconhece 200 anos da Independência.

População diz que agenda econômica vai mobilizar atenção e coloca Copa do Mundo em segundo plano em 2022

Manu Vergamini

Natureza é o que melhor define o país, seguida pelo seu povo e pela dimensão continental do território, segundo pesquisa do Observatório FEBRABAN. A fé é considerada a característica mais positiva dos brasileiros

Às vésperas do aniversário de 200 anos da Independência de Portugal, 60% dos brasileiros que vivem na região Sudeste não sabem dessa comemoração. Mas, depois de tomarem conhecimento desse evento, 50% declaram que o Brasil tem o que comemorar.

Nessa perspectiva histórica, os fatos mais lembrados pela população do Sudeste em 500 anos são a abolição da escravidão (51%) e a própria Independência do Brasil (31%), seguida pela redemocratização, iniciada em 1985 (17%).

Quando perguntados sobre qual o melhor símbolo para traduzir o Brasil, a natureza é tida como a definição mais precisa do país para 55%, seguida pelo seu povo (37%), futebol (27%) e a dimensão continental do território (25%).

A fé (53%), seguida da criatividade (37%), são as características que melhor definem os brasileiros, segundo os entrevistados dos estados do Sudeste,

Mais da metade dos entrevistados (53%) se diz satisfeita com a vida no país, particularmente ao ver a si e sua família com boa saúde após a grave e longa crise sanitária. O número de pessoas que acredita em tempos melhores para o país em longo prazo (56%) supera os que acham que o Brasil estará pior daqui a 10 anos (18%).

Para 54% dos entrevistados, a saúde ainda é o maior desafio a ser enfrentado após o controle da pandemia. A fome e a pobreza foram citadas por 37% das pessoas ouvidas na pesquisa, enquanto a educação foi lembrada por 35% dos entrevistados.

Essas são algumas das revelações da 9ª edição do OBSERVATÓRIO FEBRABAN -- Pesquisa FEBRABAN-IPESPE, que buscou investigar as percepções e expectativas para 2022 e os 200 anos da Independência política brasileira. O levantamento, realizado entre os dias 19 a 27 de novembro, com 3 mil pessoas nas cinco regiões do país, mostra que o brasileiro está resiliente frente às dificuldades impostas pela crise atual, mas cauteloso sobre o futuro próximo

Agenda econômica em primeiro lugar

Em 2022, a opinião pública da região sudeste deverá ser mais mobilizada pela agenda econômica, incluindo o desemprego e a inflação, que receberam 47% de menções, superando a lembrança das eleições (39%). A fome, a pobreza e a desigualdade tiveram a lembrança de 38% das pessoas. O controle da pandemia do coronavírus (26%) e a Copa do Mundo (19%) também foram destacados.

“Ao mesmo tempo que mostra a população preocupada com seu cotidiano, a pesquisa revela que o brasileiro tem esperança no futuro e espera, para os próximos anos, um país mais justo e com menos desigualdade social e, em segundo lugar, deseja um país sem corrupção”, diz Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN. “A pesquisa comprova também que o brasileiro gosta de ser brasileiro e que a melhoria nas condições de saúde, seja pública seja da família, é motivo de grande satisfação”.

O sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE, destaca ainda que, olhando adiante, boa parte dos entrevistados acredita que muitos dos hábitos que foram adquiridos ao longo da pandemia devem ser mantidos e até ampliados. “Nessa relação está o trabalho remoto, as compras online e a maior presença junto à família, além do uso de serviços de streaming para filmes e música, e a comunicação através de redes sociais e chamadas de vídeo”, diz Lavareda.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Procurador admirador de Moro pede para atuar em ação contra ex-juiz no TCU

ÓLEO DE PEROBA

O procurador do Ministério Público de Contas Júlio Marcelo de Oliveira, que atua no Tribunal de Contas da União (TCU), entrou com uma representação na corte para reivindicar sua participação no processo que apura a relação de Sergio Moro com a consultoria Alvarez & Marsal.

Júlio Marcelo de Oliveira costuma exaltar o ex-juiz em redes sociais Reprodução/Facebook

11 de janeiro de 2022 |  Entusiasta da finada "lava jato", Oliveira coleciona postagens que exaltam o ex-juiz, agora político. Em uma delas, ele postou uma fotografia em que aparece ao lado de Moro; em outra, ele posa ao lado do ex-procurador Deltan Dallagnol. Em 2016, Oliveira se engajou na campanha a favor das "10 medidas contra corrupção", uma das principais bandeiras lavajatistas.

No Twitter, chamou Moro de "exemplo de magistrado e homem público" e disse que o ex-juiz "merece todas as homenagens". Quando da saída de Moro do Ministério da Justiça, afirmou na mesma rede social que o já oficialmente político é "um gigante que sempre se colocou a serviço do Brasil".

Na representação — endereçada ao ministro Bruno Dantas, relator do processo —o procurador questiona a atuação do subprocurador-geral Lucas Furtado — do Ministério Público junto ao TCU — no caso e alega que a competência para atuar no processo contra Moro é dele próprio.

"Cumpre esclarecer que não se trata de interesse pessoal deste membro do MP de Contas, o que seria inadmissível, mas de interesse da instituição MP de Contas, cuja existência tem por finalidade exatamente dizer de direito em todos os processos sujeitos a apreciação do TCU", diz trecho do requerimento.

O ministro determinou em dezembro que a consultoria Alvarez & Marsal revele o quanto pagou ao ex-juiz da 13ª Vara de Curitiba após ele abandonar a magistratura e ingressar na política. Dantas levou em consideração os pedidos feitos pelo Ministério Público junto ao TCU, apresentados pelo subprocurador Lucas Furtado.

Segundo Furtado, é preciso investigar a possibilidade de conflito de interesses no fato de o ex-juiz Sergio Moro ter proferido decisões judiciais e orientado as condições para a celebração de acordos de leniência da Odebrecht e, logo em seguida, ter ido trabalhar para a consultoria que faz a administração da recuperação judicial da mesma empresa.

Após a decisão do TCU, Moro reagiu com virulência. "Não enriqueci no setor público nem no privado. Não atuei em casos de conflito de interesses. Repudio as insinuações levianas do procurador do TCU a meu respeito e lamento que o órgão seja utilizado dessa forma", escreveu o agora político em seu perfil no Twitter.

Impeachment de Dilma

A flagrante parcialidade Júlio Marcelo de Oliveira provavelmente resultará no indeferimento do seu pedido. Mas não é a primeira vez que ela é colocada em xeque. Em 2016, o procurador participou da instrução, no Senado, do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, a defesa da ex-presidente, feita pelo advogado José Eduardo Cardozo, pediu que Oliveira fosse declarado suspeito e impedido. O ministro do STF Ricardo Lewandowski, que presidiu a sessão, acabou retirando sua condição de testemunha, passando-a à de informante, o que o liberou do compromisso legal de declarar somente a verdade.

Naquela sessão, Cardozo apontou que "no plano fático", o procurador é "militante", pois convocou, pelo Facebook, manifestações contra a então presidente da República.

Clique aqui para ler o pedido
Processo TC 006.684/2021-1
Revista Consultor Jurídico, 11 de janeiro de 2022, 20h44

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Chá verde faz bem por causa do efeito oxidante, e não antioxidante

A imprensa não especializada e o público em geral não têm acompanhado a evolução da ciência dos antioxidantes - já há cientistas falando em mito dos antioxidantes.

Redação do Diário da Saúde

[Imagem: CC0 Public Domain/Pixabay]

Teoria atual sobre antioxidantes e radicais livres

Uma nova pesquisa desbancou a teoria aceita hoje pela ciência sobre como os ingredientes do chá verde funcionam para promover a saúde.

O chá verde é conhecido por ter benefícios físicos e cognitivos para a saúde. Esses benefícios têm sido atribuídos principalmente a dois de seus ingredientes, catequinas chamadas ECG (epigalocatequina) e EGCG (epigalocatequina galato), que prolongam a vida.

Essas duas substâncias pertencem ao grupo dos polifenóis, considerados antioxidantes, o que significa que eles neutralizam ou previnem o estresse oxidativo no corpo causado pelos radicais livres de oxigênio.

Hoje, os cientistas acreditam que as catequinas neutralizam esses radicais livres e, assim, evitam danos às células ou ao DNA. Uma fonte de radicais livres de oxigênio é o metabolismo, por exemplo, quando as mitocôndrias - as usinas de força das células - estão trabalhando para produzir energia.

Oxidante que faz bem

Agora, contudo, pesquisadores comprovaram que esses polifenóis do chá verde aumentam o estresse oxidativo no curto prazo, e isso tem o efeito subsequente de aumentar as capacidades defensivas das células e do organismo.

Como resultado, as cobaias alimentadas com as catequinas do chá verde tiveram uma vida mais longa e melhor preparo físico.

"Isso significa que os polifenóis do chá verde, ou catequinas, não são de fato antioxidantes, mas sim pró-oxidantes, que melhoram a capacidade do organismo de se defender, semelhante a uma vacinação," disse o professor Michael Ristow, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH), na Suíça.

No entanto, esse aumento na capacidade defensiva se manifesta não por meio do sistema imunológico, como ocorre nas vacinas, mas pela ativação de genes que produzem certas enzimas, como a superóxido dismutase (SOD) e a catalase (CTL). São essas enzimas que inativam os radicais livres - elas são antioxidantes essencialmente endógenos, ou seja, produzidos pelo próprio organismo.

Estresse oxidativo para o bem

O professor Ristow afirma que não se surpreendeu totalmente ao ver esse tipo de mecanismo em funcionamento. Seu grupo de pesquisa mostrou, já em 2009, que a razão pela qual o esporte promove a saúde é porque as atividades esportivas aumentam o estresse oxidativo no curto prazo, melhorando assim as defesas do corpo.

Consumir menos calorias tem o mesmo efeito, como foi demonstrado várias vezes em animais. Camundongos alimentados com uma dieta hipocalórica vivem mais do que aqueles alimentados com uma dieta normal de alto teor calórico. "Portanto, fazia sentido para mim que as catequinas no chá verde funcionassem de maneira semelhante," explica Ristow.

Ele prossegue, dizendo que as descobertas deste estudo se traduzem bem para os humanos. Os processos bioquímicos básicos pelos quais os organismos neutralizam os radicais livres de oxigênio são conservados na história evolutiva e estão presentes em tudo, desde leveduras unicelulares até humanos.

Continue tomando chá verde, não concentrados

Mas não é porque os compostos do chá verde são oxidantes, e não antioxidantes, que se deve parar de tomá-los. Na verdade, o que será necessário será um longo trabalho de divulgação das pesquisas mais recentes, que vêm há vários anos mostrando que a ciência dos radicais livres e dos antioxidantes é muito mais complexa do que é diariamente passado pela mídia.

O próprio professor Ristow afirma que bebe chá verde todos os dias, uma prática que ele recomenda. Mas ele desaconselha a ingestão de extratos ou concentrados de chá verde: "Em certa concentração, ele se torna tóxico," afirmou. As catequinas em altas doses inibem as mitocôndrias a tal ponto que ocorre a morte celular, o que pode ser particularmente perigoso no fígado. Qualquer pessoa que consuma esses polifenóis em doses excessivas corre o risco de danificar seus órgãos.

Embora a maioria das catequinas seja encontrada nas variedades japonesas de chá verde, outros chás verdes também contêm quantidades suficientes desses polifenóis. O chá preto, por outro lado, contém um nível muito mais baixo de catequinas, uma vez que estas são amplamente destruídas pelo processo de fermentação.

"É por isso que o chá verde é preferível ao chá preto," disse Ristow.

Checagem com artigo científico:

Artigo: Green tea catechins EGCG and ECG enhance the fitness and lifespan of Caenorhabditis elegans by complex I inhibition
Autores: Jing Tian, Caroline Geiss, Kim Zarse, Corina T. Madreiter-Sokolowski, Michael Ristow
Publicação: Aging
DOI: 10.18632/aging.203597

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Captação de água da chuva é estratégia para diminuir consumo

É possível captar quase 8 mil litros de água de chuva por mês em uma casa, segundo especialista

Divulgação


Pierre Cruz

Com a temporada de chuvas que vivenciamos no país, saber como utilizar a água pluvial no futuro é uma prática que ganha adeptos em grandes construções, como edifícios e indústrias, com o objetivo de equalizar os períodos de secas e economizar. O sistema de captação também pode ser adaptado em casas residenciais.

A coordenadora do curso de Engenharia Civil da Faculdade Anhanguera, professora Ana Flavia Batista de Aguiar Afonso, apresenta alternativas eficientes e sustentáveis para aproveitar a água da chuva, como é o caso da criação de reservatórios. “Se em São Paulo, a média pluviométrica anual é de 1.340 mm, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), então é possível captar até 7.700 litros por mês em uma casa de 70 m²”, explica a especialista.

A média pluviométrica é a quantidade de chuva de uma região, expressa em milímetros por metro quadrado. Cada milímetro representa um litro que chove em uma área de 1 m². As médias são observadas mensal ou anualmente e, em um ano, a coleta de uma cisterna pode ultrapassar os 92 mil litros.

“Esse recurso é utilizado em construções que acumulam grande volume de água, como prédios e indústrias”, explica a docente, que reforça a conveniência do aproveitamento pluvial para fins não potáveis. “Esse estoque pode ser direcionado para a lavagem de calçadas e automóveis ou com a descarga do vaso sanitário, lavar áreas externas, usar em gramados e jardins e, com isso, diminuir o consumo”, pontua.

Veja algumas dicas da docente para montar um sistema de captação em casa ou sugerir para o condomínio:

1 -- Faça uma checagem do telhado. Afinal de contas, essa área será a fonte principal para captar a água da chuva. Caso você note uma sujeira excessiva, providencie uma limpeza, lembrando-se das calhas;

2 -- Evite a coleta nos dez primeiros minutos de chuva. É nesse momento que estão os maiores índices de sujeira e que sobrecarregam os filtros das cisternas;

3 -- Escolha a cisterna ideal para a sua casa. Aquelas que podem ser instaladas sob o chão tem a vantagem de manter a água acumulada em temperaturas mais baixas, já que elas não sofrem a incidência de luz;

4 -- Para escolher o reservatório adequado, confira primeiro a capacidade da caixa d´água. Assim, você escolhe o produto que mais se adeque à sua realidade e complemente o uso doméstico. Há modelos com capacidades que variam entre 2.800 e 10.000 litros. Também existem opções para todos os bolsos. As diferenças básicas são a capacidade de armazenamento, os recursos de filtragem e a distribuição;

5 - A cisterna pode ser feita de alvenaria, plástico modular e fibra de vidro. É importante assegurar que o material não transmita cheiros ou odores e que preserve a qualidade da água.